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CASO BERNARDO: A TRÊS DIAS DO INÍCIO DO JÚRI, 10 TESTEMUNHAS SÃO RETIRADAS PELA DEFESA

Publicada em 09/03/19 às 13:22h - 398 visualizações

por Rádio Esperança


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A menos de três dias do início do júri popular, 10 testemunhas foram retiradas da lista pelos advogados dos quatro acusados de assassinar o menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos. Assim, 18 pessoas serão ouvidas pelos sete jurados, em vez das 28 iniciais.

O advogado Hélio Francisco Sauer, que defende o réu Evandro Wirganovicz, retirou todas as suas oito testemunhas. Procurado por GaúchaZH, ele preferiu não comentar a estratégia da defesa e o motivo da redução. Duas testemunhas do pai de Bernardo, Leandro Boldrini, também foram removidas da lista pelo seu advogado, Ezequiel Vetoretti. 

O Tribunal de Justiça informou que a movimentação de testemunhas faz parte do rito normal do processo e da estratégia de cada advogado. A corte disse ainda que a redução no número de testemunhas não diminui a expectativa de que o julgamento dure, ao menos, uma semana. 

O julgamento será realizado em Três Passos, a partir das 9h30min, e será conduzido pela juíza Sucilene Engler Werle. A Brigada Militar preparou um esquema de segurança para evitar a aglomeração de pessoas nas proximidades do prédio.

 

O que diz a defesa:


Nesta sexta-feira (8), GaúchaZH conversou com os quatro advogados, para questionar sobre a estratégia para o júri. Confira abaixo:

 

Leandro Boldrini
Os advogados do pai do menino Bernardo, Ezequiel Vetoretti e Rodrigo Grecellé Vares, preferiram não gravar entrevista. No entanto, enviaram nota para GaúchaZH: 

"A  defesa  de  Leandro Boldrini confia  no  Tribunal  do  Júri  e  espera um  julgamento  justo,  amparado  nas  provas do  processo.  O  processo fala  e  o  Júri  terá,  certamente,  a  sabedoria  para  ouvir  e  fazer  a  tão esperada justiça. Reiteramos o nosso respeito pela nobre atividade desempenhada pela imprensa."

 

Graciele Ugulini
O advogado Vanderlei Pompeo de Mattos, que defende a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, preferiu se manifestar. 

 

Edelvânia Wirganovicz
O advogado Gustavo Nagelstein, que defende a amiga da madrasta de Bernardo, declara que vai apresentar à sociedade uma outra versão, não "contaminada pelo preconceito". Para ele, as provas arrecadadas pelo Ministério Público e Polícia Civil são frágeis e não demonstram a participação de sua cliente no homicídio. 

—  Vamos apresentar uma linha de raciocínio que é bem razoável no sentido de que ela foi envolvida nessa trama toda. Ela estava, efetivamente, dentro do carro e isso não se nega. Mas a participação dela no homicídio não existe. Não houve participação premeditada — declara Nagelstein.  

O advogado, diz ainda, que Edelvânia participou somente na ocultação de cadáver, e não no assassinato. Por fim, Nagelstein ainda afirma que, caso ela seja condenada apenas por ter auxiliado a esconder o corpo, a sua pena já teria sido cumprida, devido ao tempo que já ficou no cárcere.

 

Evandro Wirganovicz
O advogado Hélio Francisco Sauer, que defende Evandro, disse que não irá se manifestar antes do júri. 

Gaúcha ZH




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