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Cara da Sunga corre na neve no Chile com temperatura de -10°C

Publicada em 15/07/22 às 10:31h - 262 visualizações

por Rádio Esperança


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Famoso nas ruas de Porto Alegre, Eduardo André Viamonte, conhecido como o Cara da Sunga, decidiu experimentar um novo desafio e correr apenas de sunga na Cordilheira dos Andes, que enfrenta uma das piores nevascas dos anos recentes. Nesta quinta-feira (14), a temperatura estava em -10°C no Valle Nevado, com sensação térmica de “no mínimo -12°C”, estima o maratonista. Mas ele não se amedrontou. Ao contrário.

— A sensação foi maravilhosa, uma sensação muito boa, senti o meu corpo quente o tempo todo e não tive medo nenhum — conta Viamonte.

A ideia de correr no Valle Nevado surgiu após uma viagem para Gramado, em 2021, no dia mais frio do ano, quando nevou na Serra. O corredor, que também trabalha com TI no Banrisul, enfrentou sensação térmica de -5°C e afirma que se sentiu “muito confortável”.

— Eu fiquei três horas no centro de Gramado à noite e vi que era muito tranquilo, que eu nunca tinha ficado a essa sensação térmica assim, de menos cinco. Então, ali, eu comecei a pensar que era legal ter um desafio mais forte que esse, né? Um lugar mais frio. Então, o Valle Nevado acabou sendo a opção este ano, após a pandemia — explica.

Viamonte vem se preparando há anos para esse tipo de atividade, fazendo exposição controlada ao frio. Para essa aventura, aproveitou os dias frios de Porto Alegre para ficar mais tempo exposto suado, depois de correr, e mais tempo parado no frio. Porém, com a onda de calor, enfrentou uma mudança de temperatura que acabou o atrapalhando e assustando. Ele ressalta que domina a técnica para controlar o frio.

— Tem basicamente essas cinco técnicas que eu desenvolvi, que é proteger as extremidades, respirar profundamente, não ter medo do frio, se hidratar mesmo sem a percepção de sede e não fechar o corpo, não se contrair, fazer ao contrário, expandir o corpo, abrir a postura — destaca.

Ele afirma que não sentiu dificuldade para respirar na Cordilheira, mas, enquanto gravava um vídeo sem luva, sua mão endureceu, e foi necessário aquecê-la para que voltasse ao normal.

Sobre a nevasca, comentou, em seu primeiro dia na montanha, que a situação estava “um pouco complicada”:

— É uma nevasca muito grande, que não acontece há anos, então vários caminhos para os lugares de esqui estão bloqueados.


 

GZH




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